Lições Aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Despedindo de Melbourne

Lições Aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Despedindo de Melbourne

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Sai do presídio e caminhei até o hotel. Tomei um banho rápido e, seguindo a sugestão do volunteer do Australian Center of the Moving Image e a orientação do Google Maps, caminhei por dez minutos passando por ruas com grandes floreiras  (ver foto abaixo) e já estava na Hardware Lane.

Jardineiras lindas - colírio para meus olhos

Praças e floreiras em abundância - colírio para meus olhos

Imediatamente entendi o que o volunteer quis dizer com "uma rua estreia com vários restaurantes lado a lado e mesas na rua". Só dava para passar pela estreita viela caminhando. A rua é fechada para carros nos períodos em que os restaurante e  barzinhos estão abertos.

Hardware lane - Uma viela charmosa e alegre

Hardware lane - Uma viela charmosa e alegre

Em um dos primeiros restaurantes, o Max Bar & Restaurant, estava tocando Jupiter child uma música pouco conhecida do SteppenwoIf, meu conjunto favorito (ficou famoso com a a música Born to be wild no filme Easy Rider). Era apenas um músico que usando o playback da música fazia a percussão. Era muito interessante e, obviamente, fiquei por lá! Era 20h15 e estava sem comer desde as 9h00.  Só tinha bebido água. Conseguem entender o meu estado?

Os dois simpáticos rapazes que me atenderam no restaurante eram ingleses, vindos há 2 anos da Inglaterra (Dados oficiais mostravam que, anualmente, 30 mil ingleses mudam definitivamente para a Austrália). Notei que atendiam os clientes em vários idiomas. Ao descobrirem que eu era brasileiro brincaram sobre a Copa do Mundo e mostraram-se preocupados com o nível de corrupção e violência no Brasil. Depois, trouxeram o menu e sugeriram que eu pedisse "bruschetta" de entrada. Na verdade, queriam ver como eu falaria essa palavra, pois assim que pedi os dois riram muito e contaram que tinham aprendido muitas "coisas" com outros brasileiros. Entendi perfeitamente o que tinha sido ensinado a eles. Ah! As tradicionais grosserias de brasileiro!
Além da bruschetta, pedi um Linguini Pescatore (macarrão com frutos do mar) e uma taça de um bom Cabernet Savignon tinto australiano, afinal esse seria o meu primeiro e último jantar na Austrália. O lugar fervilhava. Na mesa ao lado, estava um casal que não abriu a boca nem para pedir o saleiro que estava na minha mesa. Mas, acho que era fome, pois assim que chegaram os pratos eles começaram a sorrir.

A entrada estava deliciosa e era muito bem servida: seis bruschettas. Diferente e delicioso!  O prato, o Linguini Pescatore, também estava muito bom e serviria tranquilamente duas pessoas. Para minha surpresa, ao pedir queijo ralado, serviram queijo parmesão em forma de chips. A conta deu razoáveis AUD42,90. Na Austrália gorjeta, também, não é cobrada.
Dona Maria, sei que é falta de educação, mas, mesmo com a fome que estava, não aguentei comer tudo e tive que deixar parte no prato. Desculpa, Manhê!

Voltava do jantar apreciando a mistura de estilos arquitetônicos moderno, gótico, neogótico e vi que a temperatura era 14°C. Mesmo nesta temperatura muitos passeavam tranquilamente vestindo...  camiseta, bermuda e sandália!

Melbourne - sempre com agradáveis contrastes

Melbourne - sempre com agradáveis contrastes

Na tranquila caminhada de volta ao hotel encontrei músicos tocando, muito bem por sinal, diferentes estilos, principalmente jazz, rock e pop rock. Música popular aqui é muito boa!!! Também vi shows com instrumentos exóticos e danças polinésias. Cultura e entretenimento everywhere.
As máquinas de limpeza (pequenos tratores que limpavam e coletavam a sujeira) trabalhavam nas ruas - as únicas que emitiam algum ruído, pois trens e bondes elétricos só faziam o barulho das rodas nos trilhos - mas, em nada atrapalhavam os músicos, enquanto garantiam a limpeza exemplar.

Ao chegar ao hotel, antes de subir, pedi na recepção para agendarem o shuttle da Skybus (já havia comprado o bilhete de ida e volta no posto de Informações no aeroporto, lembram-se?) para as 8h00. Uma ducha e cama as 22h00. Havia sido um longo e proveitoso dia!

Lição aprendida #17
Como é bom poder apreciar uma comida deliciosa acompanhada de um bom vinho, em ambiente aberto, alegre e descontraído com boa música de fundo ...  tudo isso por preço acessível e em absoluta SEGURANÇA!

Contraponto
Em São Paulo e outras cidades brasileiros isso já não é mais possível.
Questões como "quanto vou pagar, onde estacionar, onde esconder celulares e cartões de crédito, quanto dinheiro em espécie levar  just-in-case" fazem parte do dia-a-dia do paulistano e de muitos brasileiros.

Como prometi, hoje foi light.
ATENÇÃO: Como estarei viajando para reunir material para uma nova série, os próximos posts desta série Lições Aprendidas serão realizados apenas às quintas-feiras, não havendo novas postagens às segundas-feiras. Portanto os próximos posts estarão disponíveis nos dias 3, 10, 17 e 24 de Julho.
Até o próximo post!

 

 

3 Comments

  1. Muito Bom Miguel. Obrigado por partilhar tua experiência. Vou continuar te acompanhando. Confesso que hoje passou um lindo filme na minha memória quando da referência a “Tia Maria”… Abs.

    • Grande Paulo Mila. A dona Maria sempre estara em nossas memorias. Estou em Detroit coletando material para uma nova serie (por isso a falta de acentuacao). Grande abraco.

  2. Muito bom como é descrito os lugares, os costumes…é muito interessante e instrutivo.

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