Lições Aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Meu Primeiro Dia na Nova Zelândia

Lições Aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Meu Primeiro Dia na Nova Zelândia

E-MAILiT

Auckland, NZ
Domingo, 16/03/2014

Ainda no aeroporto liguei o celular e, imediatamente, recebo uma mensagem da Claro informando que a Internet na Nova Zelândia custaria  R$79,90 POR DIA! Pô, assim fica difícil esquecer o Brasil!

A "singela"mensagem da Claro. Vai se catá!!!

A "singela"mensagem da Claro. Vai se catá!!!

Como era muito cedo e não tinha nenhum dinheiro local aproveitei e já troquei USD500 por NZD 534 para depois descobrir que conseguiria NZD 574 nas casas de câmbio na cidade que não cobram uma determinada taxa. Mas, elas ainda estariam fechadas naquela hora e, caso precisasse, seria bom ter algum dinheiro em mãos.

Auckland, com 1,4 milhão de habitantes, seria a décima segunda maior cidade brasileira logo à frente de Guarulhos. Ainda no aeroporto, fui ao Information Centre onde me informei sobre opções de transporte, peguei um mapa da cidade, alguns folders e comprei o bilhete para o shuttle da AirbusExpress (no Information Centre era mais barato do que comprar com o motorista. Paguei NZD28 ida-e-volta). Conversei bastante com a atendente do Information Centre que, sempre muito simpática, prestativa e com grande conhecimento, deu  informações preciosas para que pudesse aproveitar bastante minha estadia na cidade.

Em 20 minutos,  o shuttle me deixou na Stop 5, na Queen Street, a 200 metros do Jucy Hotel, na 20 Emily Place. Caminhei até o hotel pela rua Shortland, o percurso mais curto, mas íngreme. Havia chovido e o chão ainda estava molhado em alguns pontos (depois soube que havia tido uma tempestade no dia anterior com ventos de até 120km/h e que isso era relativamente corriqueiro por lá). Com  predominância da cor verde limão e quartos simples, amplos, limpos e agradáveis, e uma árvore com frutos fedidos bem em frente na pequena praça (fui avisado para não pisar nesses frutos, pois o cheiro, realmente desagradável, ficaria "para sempre") o hotel apresentava uma boa relação custo x benefício. Fui atendido por pessoas simpáticas e prestativas, fiz o check in e, por sugestão do atendente, deixei a mochila no locker para não pagar NZD15 por um early check in e saí antes do sono me seduzir.

Auckland waterfront bridge

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Iate enorme que competiu na America's Cup exposto nas ruas de Auckland

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Waterfront: Iates e ao fundo o Voyager New Zealand Maritime Museum

Como Auckland é também conhecida por "Cidade das velas" fui conhecer o Waterfront com seus restaurantes, decks, pontes, ferryboats e uma infinidade de iates e veleiros. Eram 07h00 e o Voyager New Zealand Maritime Museum (foto acima) ainda estava fechado. Só abriria as 09h00. Pena! Seria uma visita essencial para aprender mais sobre como a relação com o mar definiu a identidade da Nova Zelândia. Lá estão expostos desde os primeiros barcos usados pelos polinésios ao modernos barcos de hoje. Mas, eu não podia esperar duas horas até abrir. Queria conhecer a cidade. Continuei andando pelo Waterfront. Era muito cedo, num domingo, e havia muito poucas pessoas nas ruas.

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Folder da simulação de regata da America's Cup

Fuçando descobri que aos sábados, havendo número suficiente de pessoas, pode-se fazer  uma simulação de uma regata da America's Cup utilizando dois veleiros neozelandeses que já disputaram esta competição. E fazendo parte da tripulação, isto é, você trabalha o tempo todo! Custa NZD195 por adulto, dura três horas e é realizada de Março a Novembro saindo sempre às 14h00. Este passeio, America's Cup Match Racing, me deixou entusiasmado, mas, infelizmente, não estaria em Auckland em nenhum sábado a tempo de fazer esse passeio. Teria que ficar para uma próxima vez.

Folder do all-day-city-tour

Folder do all-day-city-tour

Passei até as 8h00 e, entre as várias alternativas que teria para conhecer a cidade, escolhi o "Hop on, Hop off Explorer", (ver acima) ônibus que faz um all-day-city tour passando por 14 pontos turísticos, inclusive Auckland War Memorial Museum e Kelly Tarlton's Sea Life Aquarium. O ônibus sai a cada 30 minutos, custa NZD40 por pessoa e você pode descer em qualquer um dos 14 pontos e pegar outro ônibus para continuar o tour. Foi uma boa escolha!

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Auckland War Memorial Museum

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Casa maori em madeira totalmente esculpida

Poderia passar um dia inteiro no Auckland War Memorial Museum (foto acima). São várias atrações inclusive uma casa que simula uma explosão de vulcão e seus efeitos na cidade, tudo com você dentro dela. Nesta casa, o noticiário da TV mostra a explosão ocorrendo, ondas enormes sendo criadas e chegando às praias enquanto a casa começa a tremer. Por ser uma ameaça provável,  (a cidade tem 48 vulcões inativos) existe um treinamento permanente da população que deve manter sempre em casa mantimentos e roupas para uma eventual evacuação de emergência.. Comecei a entender porque a Nova Zelândia é chamada de The Shaky Isles!

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Mapa mostrando como ocorreu a migração dos povos da Polinésia para a Nova Zelândia.

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Barco utilizado para navegar entre as diversas ilhas e Aotearoa (Nova Zelândia)

Aprendi muito sobre os Maori e sobre as correntes migratórias dos povos polinésios para Aotearoa, nome que os maoris dão para a Nova Zelândia (ver acima). Fiquei surpreso ao ver que em suas bonitas  canoas (como a mostrada acima) - movidas parte a remo, parte a vela - percorriam mais de mil quilômetros orientando-se apenas pelas estrelas ou pelos voos dos pássaros.

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Passeando pelo túnel no Aquário: uma raia pequena e vários peixes...

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Pinguins de todos os tipos

Aquarium shuttle

O shuttle do Aquário. Muito criativo!

Desci também no Kelly Tarlton onde passeei com um casal peruano e uma americana de Portland. Muito bem montado, caminha-se por um túnel de vidro vendo raias gigantes, tubarões e vários tipos de peixes (fotos acima). Estava andando pelo túnel quando começou a escurecer rapidamente. Olhei para cima e vi que estava passando uma raia com mais de dois metros de largura cobrindo todo o túnel. Impressionante!  Além disso, haviam os  diversos tipos de pinguins (sempre me lembrava do filme Happy Feet)  e muitas outras atrações para adultos e crianças. Fiquei lá pouco mais de uma hora e saí para continuar o tour de ônibus.

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Auckland vista do Mount Cook. Pode-se ver outro vulcão extinto no centro da foto.

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Mount Cook: na beira do enorme "buraco" da cratera do vulcão

A parada seguinte foi no Mount Cook, na verdade um vulcão extinto. Como podem ver pelas fotos, como dizem os neozelandeses, aqui você pode ter as quatro estações do ano em apenas um dia. O tempo passa de chuvoso para céu absolutamente azul em poucas horas.

Holy Trinity, Catedral Anglicana - construída em 1973

Holy Trinity, Catedral Anglicana - construída em 1973

Parnell Village e seu estilo próprio

Parnell Village e seu estilo próprio

Passamos pela Holy Trinity Cathedral  construída em 1973 e pela bonita Parnell Village com suas lojas e restaurantes sempre obedecendo mesmo estilo. A seguir nos dirigimos para o centro da cidade, downtown. A eficiência do motorista do ônibus era um show a parte. Ele dirigia, contava piadas, narrava a viagem durante todo o roteiro, mostrando os principais ponto turísticos e citando fatos históricos relacionados à eles. Também vendia e cobrava os bilhetes dos passageiros e orientava quantos aos melhores pontos para descer e o que fazer em cada um deles. O famoso 10 em 1. Uma demonstração de como uma pessoa motivada e capacitada pode realizar várias tarefas sem perder a qualidade nos serviços oferecidos.

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Foto panorâmica tirada da SkyTower. A vista é linda! Cliquem na foto e vejam a enorme quantidade de barcos nas marinas no canto superior esquerdo. Land of Sails!

Terminei meu tour descendo na SKY Tower (328 metros de altura). Paguei NZD18,00 para entrar e subi até o Sky Deck no sexagésimo andar (220 metros). Tirei muitas fotos (como a acima), andei sobre chão de vidro olhando para baixo (emocionante...) e fui conhecer o restaurante.

A Estação Central Britomart

A Estação Central Britomart

Às 16h00 desci da Sky Tower e caminhei até o McDonalds ao lado da Britomart, a estação central na Queen Street, e lanchei um Big Mac Combo a NZD9,20 (R$19,00). Fui até o hotel  para carregar o celular, tomei um banho e sai novamente, pois se eu me deitasse certamente desmaiaria e eu precisava entrar no fuso horário.

Para poder me comunicar com o Brasil comprei um cartão SIM pré-pago de uma operadora local, a 2Degree, com carga apenas para dados. Para não me preocupar mais com isso durante toda a viagem comprei 5 Gbytes por NZD 50, bem melhor do que pagar R$79,90 por dia de Internet na Claro brasileira. Quando fui pagar com o Amex Travel Card a maquininha não aceitava a senha e o comprovante teve que ser assinado. E foi assim em toda a viagem.

Voltei para o hotel pensando como havia sido fácil definir as atividades para conhecer a cidade (como já havia dito meu colega de Poli José Roberto Martins "Chegue lá e depois decida o que vai fazer...é muito fácil. É um país preparado para o turismo"), que só havia encontrado pessoas preparadas, atenciosas e bem humoradas. Também percebi que, em nenhum momento, havia sentido medo ou insegurança onde quer que fosse. Definitivamente havia sido um bom dia.
Exausto, mas feliz, tomei um bom banho e fui dormir às 19h30.

Lição aprendida #3
Para que o Turismo seja uma importante fonte de receita para um país, alem de ambiente que transmita segurança, é necessário ter infra estrutura hoteleira, de transporte e entretenimento preparadas para oferecer opções que atendam às necessidades de diferentes públicos e infraestrutura humana capacitada  para, com presteza, cortesia e competência, atender e orientar o visitante em suas necessidades. 

Segunda feira, 2 de Junho tem mais!

4 Comments

  1. Lembrei, rindo, do tempo em que vc navegava (distraído) com o tedesco capitão Júlio… kkkk

    • Bos tempos com o Grande capitão Julio, o terror dos setes mares…ou da represa Guarapiranga!

  2. Lindas fotos de um bom primeiro dia. Andar livre, leve e solto num país com infraestrutura é muito bom!

    • A sensação é inebriante! Segurança, cortesia, infraestrutura, educação, cultura …. melhor parar senão eu começo a chorar…

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