Lições aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Preparando a Viagem

Lições aprendidas na Austrália e Nova Zelândia: Preparando a Viagem

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São Paulo-BR,  
Fevereiro, 2014

Definido o período da viagem, de 14 a 30 de Março, comprei as passagens de ida e volta para Auckland, NZ pela eDestinos.com.br que apresentava as melhores condições financeiras. Como havia incluído Melbourne no roteiro precisaria tirar o visto australiano. Fui alertado que o visto poderia demorar e por já estar próximo da viagem fiquei preocupado. Fui pesquisar na Internet e achei empresas que ofereciam ajuda para conseguir o visto cobrando US$450 pelo serviço. Decidi que iria fazer pessoalmente o processo online e segui as orientações do site da Embaixada Australiana. Terminei o processo em meia hora e paguei, também online, 130 dólares australianos (US$120). Pode até ter sido sorte, mas, em menos de  três horas estava com o visto australiano em minhas mãos. Pela internet providenciei as passagens ida e volta de Auckland para Melbourne diretamente com a companhia aérea australiana JetStar por R$883,00, com todas as taxas incluídas. Recentemente, um colega pagou R$2.100,00 por uma passagem ida e volta São Paulo-Rio de Janeiro. Um absurdo, pois a distância de Auckland a Melbourne é 2.623 km enquanto de São Paulo ao Rio é apenas 359 Km!

Viajando sozinho, não foi preciso pensar muito para me decidir a viajar como backpacker, isto é, levando apenas uma mochila nas costas, durante toda a viagem. Sábia decisão! Como há pouco espaço na mochila, fui muito mais seletivo quanto ao que levar e, também, quanto ao que poderia comprar por lá (basicamente nada). Maravilhosa para muitos homens, mas, talvez, decepcionante para algumas mulheres, essa decisão facilitou a minha vida por toda a viagem ao permitir que fizesse check in online sem ter que despachar a bagagem, por não ter que esperar a bagagem nas esteiras e não correr o risco de extravios. Economizei, assim, muito tempo, meu recurso mais escasso nessa viagem.

Para completar meu "guarda-roupa" fui à Decathlon do Real Parque em São Paulo e comprei uma mochila de boa qualidade, leve, com bom apoio na cintura (imprescindível para não forçar minha hérnia de disco lombar) e tamanho adequado para não precisar despachar, isto é, pudesse ser levada dentro do avião; uma roupa second skin (blusa de manga comprida e calça comprida tipo minhocão em tecido leve e de secagem rápida) para proteger do frio dispensando agasalhos pesados, um agasalho impermeável para vento e chuva, mas muito leve e que virava uma pequena pochete, uma calça que virava bermuda, dois pares de meias grossas e confortáveis. Deixei para comprar um bom tênis na viagem, outra sábia decisão. Além de duas calças (uma no corpo), duas camisas de manga comprida, duas polos, dois agasalhos, duas camisetas, duas cuecas, um cinto e um par de sapatos no pé, eu levava desodorante, escova e pasta de dente, gel, barbeador e alguns remédios Just In Case. E só! O peso final da mochila completa foi 6,5 quilos, perfeito para levar comigo dentro do avião (o máximo permitido é 7,0 quilos).

Pela internet, após trocar muitas idéias pelo Skype com a atenciosa Camila, brasileira que mora em Christchurch, NZ e trabalha de sua casa (homework) para a agência de viagens NZega, fechei um pacote com eles. Paguei adiantado todas as passagens aéreas, aluguel de carro, hospedagens e alguns tours específicos. Para outras despesas providenciei dólares americanos, travel card Amex e levaria meus cartões de crédito Amex e Visa.

Ufa! Enfim tudo preparado para a viagem: agenda livre, passaporte, vistos, passagens, vouchers, cartoes, dinheiro, bagagem, endereços e contatos (que deixei com minha filha, Just In Case).

Finalmente ia começar a viagem!

Lição aprendida #1
Para que o Turismo possa crescer e se tornar fonte importante de divisas para o país, deve-se impor aos visitantes procedimentos burocráticos mínimos, rápidos, fáceis e com custo razoável, mas sem perda de qualidade no processo de triagem. E, também, oferecer opções de transporte de boa qualidade e acessíveis, em todos os sentidos, para diferentes públicos.

Aguardem o próximo post no dia 22/05. Até lá!

 

4 Comments

  1. Professor, você não falou do protetor solar. Espero que tenha sido um esquecimento, só de redação. Mesmo em clima frio ou com céu nublado, o sol está lá presente.
    Estou adorando….

    • Eu comprei o protetor solar lá e usei todos os dias. O sol é bravo por lá.

  2. Muita gente com vontade de viajar vai se interessar por um relato desse tipo! Viajar é muito mais fácil se você tiver coragem de simplificar a vida!!!

  3. Estou aguardando a próxima publicação! Porque já percebi que por aqui, estarei quase viajando junto…. ótimo texto amigo Miguel, como sempre!

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