Lições aprendidas na Austrália e Nova Zelândia – Introdução parte 2

Lições aprendidas na Austrália e Nova Zelândia  – Introdução parte 2

A Economia existe para servir a Sociedade, e não o contrário.

Porque viajo para o exterior. Porque Oceania.

São Paulo-SP, Dezembro de 2013

2013 estava sendo um ano “daqueles”. Talvez porque terminasse com o número 13. Eu estava exausto e precisando, urgentemente, de umas boas férias para recuperar a energia. Mas, precisei fazer muita “ginástica” para conseguir reservar dezessete dias em minha agenda … e só consegui em Março!

Como a viagem seria curta de nada adiantaria ir para algum resort no Brasil e continuar escutando Jornal Nacional, ouvindo Dilmas e Lulas. Eu me conheço! Aprendi que só consigo “desligar” rapidamente da estressante realidade brasileira e descansar de verdade quando viajo para o exterior. Alguns podem achar frescura, mas, se puder experimente e veja a diferença. Não há comparação, mesmo que a inevitável “depressão pós-férias” possa ser mais intensa, dependendo do país e região escolhidos para suas férias.

Por que escolhi Austrália e Nova Zelândia? Porque são países interessantes, excelente qualidade de vida, língua inglesa, com sotaque diferente do americano ou inglês, mão inglesa nas ruas (sentidos trocados), fuso horário praticamente trocado (quando fui eram 16 horas para a frente), enfim, com muitas coisas para ocupar minha cabeça e me fazer esquecer de meus problemas. Alem disso, Austrália e Nova Zelândia sempre exerceram um certo fascínio sobre mim. Conhecia suas histórias, mas gostaria de entender melhor o que fizeram, e como fizeram, para que cinco entre as dez melhores cidades para se viver no mundo estivessem na Oceania. Queria descobrir porque tantos filhos de amigos e conhecidos meus viajaram para lá e não mais voltaram para o Brasil. Alguns até tentaram, vieram para o Brasil, mas, depois de algum tempo, desistiram e voltaram para lá.

Assim como o Brasil, esses países também estão localizados no Hemisfério sul, mas, diferentemente do Brasil, vivem em constante luta com a natureza. A Austrália, territorialmente pouco menor que o Brasil ( 7,9 contra 8,5 milhões de Km2), tem 80% de sua área com desertos, sendo habitável praticamente só “nas bordas”. E a Nova Zelândia, por estar localizada exatamente em cima do encontro de duas placas tectônicas, convive com algumas erupções vulcânicas e frequentes terremotos, alguns bem fortes como os que ocorreram em 2010 e 2011.

Muitos querem creditar a gritante diferença da qualidade de vida nesses países com a do Brasil (e de outros países na América Latina) apenas à colonização inglesa, à população menor e por serem países mais novos. Sempre considerei que esta seria uma visão muito simplista e cômoda para justificar nossos problemas.

Inicialmente, pelo pouco tempo que teria, pensei em ficar apenas na Nova Zelândia. Mas, estando lá, do outro lado do mundo, não visitar ao menos Melbourne seria um desperdício. Afinal, Melbourne acabara de ser eleita a melhor cidade para se viver no mundo pelo terceiro ano consecutivo e eu precisava – como ensino em minha primeira aula de Gestão de Operações na Fundação Getulio Vargas – descobrir a razão do sucesso desses países.

A partir de conversas com amigos  fiz um roteiro inicial que, com o auxílio de uma agência de viagens na Nova Zelândia, a NZega, foi sendo ajustado à verba que eu havia definido e ao tempo que dispunha. O roteiro final começaria pelas maiores cidades, Auckland, Melbourne e Christchurch, onde conheceria a vida urbana, e terminaria nas regiões rurais, montanhosas, grandes lagos e de esportes radicais. Enfim, passaria por ambientes distintos e complementares para o entendimento dos países.

A expectativa era grande.

Até o dia 19/05 na próxima blogada!

11 Comments

  1. Como sempre, facílimo de ser entendido e agradável. Queria que tivesse mais!

  2. Fiquei curiosa para o próximo capítulo. Parabéns pela narrativa que nos leva a viajar junto para Austrália e Nova Zelândia com nossa mente.

    • O objetivo é exatamente despertar o interesse pelo próximo post! Obrigado. Abs

  3. Estou ansiosa para conhecer essa experiência.

  4. VC poderia DOBRAR o tamanho dos posts, por favor?
    Kkkk acaba muito rápido!
    rsss

  5. Professor,

    Conheci o blog por intermédio da sua filha e estou fascinado. Permita-me apenas uma colocação. Salvo melhor juízo o Brasil é maior que a Austrália em extensão territorial. Figurando em 5º e 6º lugares no ranking dos maiores países, respectivamente. Eu sei que apenas um detalhe.
    Parabéns pela viagem e pelo ótimo trabalho.

    • Obrigado Marcelo pela correção. Eu estava pensando na Oceania que tem 8.526.000 Km2 enquanto o Brasil tem 8.516.000 Km2. A Austrália sozinha tem 7.692 Km2, um país igualmente grande, mas menor. Já acertei no post. Abs

  6. Oi Sacramento, adorei ler o seu texto. Obrigado por compartilhar estas ricas experiências! Um grande abraço!

    • Muito bom te ver por aqui! Essa viagem foi um curso intensivo de administração pública. Viajei para descansar e voltei com 60 páginas de anotações e mais de mil fotos. Não poderia deixar de compartilhar! Espero encontrá-lo mais vezes por aqui. Grande abraço!

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